7.10.14

Memória viva!


Os minutos esvaiam-se na ampulheta do tempo, o querer aumentava dentro da mente, o desconhecido excitava, as sensações de desejo entrelaçavam-se debaixo da mesa nas pernas que se encostavam. Os olhares cruzavam-se várias vezes, e eles, os olhos falam uma linguagem que os gestos ainda não conheciam. E lá foram passeio acima, lado a lado... tentando disfarçar o desejo entre conversas triviais. Meteram-se no carro rumo ao destino, ao local de embarque, ao adeus... a lua anunciava a noite, as roupas ainda cobriam a vergonha e o embaraço de ambos. E lentamente, o beijo aproximava-os, leve, constrangido, quase tímido, curto, provocador, as mãos agora atrevidas invadiam o terreno que era dele por direito, tinha-o conquistado, tinha feito por merece-lo. Abriam caminho rumo ao sul, enquanto a boca dela buscava outro beijo, mais profundo, mais doce, mais lambuzado... e as mãos adentravam-se para dentro da roupa, sem pudor, sem pedir licença, e a voz ordenava que ela se abrisse para ele, e ela obedecia cegamente, queria-o sentir dentro de si, mais do que a mão, a mente queria ser fodida, o corpo estava rendido, a boca sedenta da dele, os dedos gulosos dele dentro dela, e ela não conseguia controlar os gemidos, a tesão com que se derretia ao toque dele, e sem demora ela veio-se toda na mão dele, sem controlo.... apenas se sabia dele ali naqueles escassos minutos antes de ir...

2 comentários:

Imprópriaparaconsumo disse...

Ser no outro assim... e derreter dessa forma tão boa!
É intenso minha princesa :)
beijos grandes :)

Sil Maria disse...

Se não é para ser intenso não vale a pena sentir nada! Ou é pleno, eu metades não me satisfazem....
Beijooooo