16.1.17

Faz (tanto) tempo...


Faz tempo que perdi o tempo para mim!
Faz tempo que acreditava nas ilusões de encantar!
Faz tempo que a chuva não me molha mais!
Faz tempo que me guardo lá no meu fundo de mim!
Faz tempo que nem tempo tenho para dar asas aos sonhos!
...
Faz tempo, tanto que nem me atrevi a escrever sobre um ano que se iniciou num dilúvio de dor, que teve por principio e fim um funeral. Um ano cheio e ao mesmo tempo tão vazio de histórias, tão seco de sentimentos, perdi aquela magia que guardava na alma, que parecia jamais cansar-se de se encantar com o cor de rosa da vida, que se recusava a deixar de acreditar que tudo é possível. Resta uma frieza maior, um não parar para ver se vale a pena. Nada mais me enche o brilho dos olhos no campo do amor. Levaste tudo... Deste-me o que nunca pensei conseguir ter, e levaste tudo contigo. Até a minha capacidade imensa de sentir... Resta-me aquele meu canto, tão meu, tão cheio apenas da minha presença, do meu ser que ilumina a escuridão das cicatrizes, que sempre me abraça nas noites frias de inverno. Impera a quietude dos dias, daqueles que nada têm para contar, caminho pela estrada da vida sem fazer planos... seja o que estiver destinado, aceito tudo!... Saudades de mim, de um eu que se perdeu algures no meio da turbulência diária de fazer apenas o possível!..

31.7.16

Dos altos e baixos...



Poderia falar do amor que já senti, das lágrimas que temperaram os sorrisos, da alma rasgada pela gargalhadas, dos joelhos feridos de tanto que já caí... mas simplesmente quero agradecer à VIDA, porque estou viva, e ainda aqui, de pé, seguindo este caminho tantas vezes cheio de curvas, mas que é tão meu, cheio de histórias de encantar, e outras de terror, num oito e oitenta, umas vezes de rir até ir à lágrimas, outras vezes numa profunda tristeza que até as lágrimas ficam sufocadas lá dentro do peito. E a cada linha diária que escrevo nas minhas páginas em branco, fico mais no meu canto, cada vez numa de "quero lá saber o que os outros pensam, acham, ou sequer se vivem", eu faço tensões de o fazer, mesmo que aos olhos do mundo seja consideradas "louca" tal como era o meu avô. Que seja, louca, mas sempre com um sorriso largo de sinceridade, que se rasga até ao olhar iluminado. Quem quiser acompanhar-me eu ofereço a mão voluntariamente, os restantes podem ir dando uma voltinha ao bilhar grande. Há momentos solitários, onde agradeço ninguém me ver, porque dos olhos brotam lágrimas de saudades dos que já partiram e que amei profundamente, dos que seguiram o seu caminho porque a minha mão não tinha mais nada para oferecer, mas que tanto me deram, tanto me deixaram gravado na alma. Agora há outros momentos que mesmo só, faço questão de enviar palavras, que sempre me nascem por dentro da alma, a quem partilha minutos de vida comigo, sem pensar se irá ficar muito ou pouco tempo de mão dada comigo. Por tudo isto, e muito mais....


OBRIGADO VIDA!