25.4.16

Das histórias sem príncipio nem fim!

Das histórias sem príncipio nem fim... as minhas, tão eu, tão humanamente eu! Jamais sei quando o meu mundo me vai virar do avesso, e quando me volta a recolocar no caminho em direcção a algo que nem eu sei bem o que é, mesmo que às vezes o sonho me faça sentir que conheço o final. Poderia ter andado por aqui a escrevinhar sobre a dor, e as lágrimas de uma história mal acabada, mas de nada me ía adiantar, que diferença faria falar do vento quando ele me atravessou a alma e rasgou tudo à sua passagem. Foi mais uma história enterrada, esta bem lá no fundo das prateleiras, daquelas onde nunca se mexe porque sempre nos lembram da dor que dilaceram as paredes do sonho. Foi de facto um sonho, daqueles de príncipes e princesas que até calçam o sapatinho de cristal para ir à festa. Faz três meses que a minha vontade de debitar umas letritas se tinha esvaído junto com a dor, mas como existe sempre outra razão para sorrir, obriguei-me todos os dias a agradecer o facto de estar viva!... Mas como este meu universo nunca me deixa embalada no meu silêncio desta vez conseguiu surpreender-me acima da média, e recolocar-me na frente de um passado, que nunca foi meu, mas de alguém que ao que parece suspirou muito por mim, um suspirar deveras silencioso, nunca o senti por perto. Engraçado agora sinto-me numa espiral, numa espécie de ciclo, até parece uma segunda oportunidade, mas não é, afinal carrego um passado que não tinha e que faz toda a diferença. As marcas são mais que muitas! As minhas, as tuas, os medos, as vontades e os desejos, isso fiquemos por aqui, nos desejos... de promessas está o mundo cheio e eu nunca gostei delas. Fiquemos então pelos desejos sem fim de um fogo que nasce à flor da pele, espalha-se pelo corpo todo e só se extingue em orgasmos múltiplos. Sim, daqueles que adoras sentir, ouvir.... dos gemidos que adoras provocar. Se vamos arder em pleno inferno, de certeza que sim, porque basta um olhar, teu no meu, e nem palavras são precisas para elevar a mente para lá da realidade. Fiquemos plantados na luxúria de querer derreter ao toque macio da avidez dos nos devorarmos sem dó ou piedade, quanto ao resto, nem quero saber, não fales nada, porque as verdades de hoje transformam-se em mentiras no amanhã, e eu prefiro ficar apenas com os momentos do presente...

"Somos instantes e vivemos de momentos,
e no erro sempre tropeço nos meus pés,
e levanto-me com as mãos."


4 comentários:

AFRODITE disse...

Beijos no âmago do teu ser...

goti disse...

Minha querida Sil,
Tu és uma guerreira, nunca te esqueças disso!
Beijo saudoso

SonsCalados disse...

Das historias só importa os entretantos feitos de agora e cheios de instantes que mais tarde até podem doer de uma saudade qualquer... Que sejam historias vividas com intensidade!

SonsCalados

bomamigo disse...

Beijo e um grande abraço :)