11.12.13

Quero[te] ali!


Ouvir[te] a voz ao ouvido, sentir[te] lá dentro pulsar, fechar os olhos e deixar-me evadir da cama onde estava, quente, nua... e a cada palavra tua derreter-me por dentro, mais do que um toque físico consegue fazer. Abraçada, enroscada em ti, estava eu bem longe do lençóis que me cobriam o corpo, me tapavam o nervoso impossível de disfarçar ao rebolar no leito onde te imaginava deitado ao meu lado. E a vontade crescia no silêncio que eu fazia ao ficar apenas a ouvir[te], contemplar[te] a alma, doce escondida debaixo das palavras sérias, dos pormenores do dia-a-dia que ambos partilhávamos, e eu sorria para dentro. Terminava as tuas frases e tu as minhas, numa concordância surreal, sonhada desde sempre. Sentia-me a derreter, a escorrer de tesão... e a vontade de [te] sentir ali entrelaçado em mim aumentava ao expoente máximo, os dedos não se coibiam mais de percorrer a pele da boca, o pescoço, os seios, o ventre... e alcançar o centro nevrálgico do vulcão que acordavas lentamente ao longos dos minutos em que nos perdíamos a falar, já não queria muitas mais palavras, queria os teus braços a proteger-me o corpo nu, a embalar-me a alma e a incendiar-me por dentro. Queria[te] ali, com uma vontade quase dorida por dentro! Queria[te] naquele preciso momento para apagar o fogo que me consumia, o fogo que os dedos aumentavam ao massajar a vulva inchada de desejo, encharcada de excitação, e os dedos escorregaram para dentro de mim, como se fossem teus, como se te sentisse fundir dentro de mim. Queria[te] ali! E tentava retardar o momento em que os suspiros se transformariam em gritos abafados na almofada, em que o fogo me iria queimar as entranhas até à alma, sem forma de retorno, sem volta atrás... retardava.... retardava.... retardava.... e chegava o momento em que não mais conseguia evitar sentir[te] o êxtase a explodir-me por todos os poros, a alarga-me a pele de suor, a fazer-me gritar por ti, a pedir-te para não parares.... e finalmente a sensação de planar nas nuvens alcançava-me a mente e assim adormecia, deitada no teu colo...

2 comentários:

Tomates Grelos disse...

Os sonhos podem tornar-se realidade...

Sil Maria disse...

Podem sim, mas nem sempre se tornam...