22.10.13

Terá sido assim...

Tinha-se vestido a rigor como se impõe a uma dama circular entre a multidão. Debaixo do vestido escuro e discreto, a lingerie preta de renda a condizer com as meias de ligas. Adornava o semblante com um sorriso alegre, descontraído, não esperava nada, e no entanto desejava tudo. Tinha um nervoso miudinho lá bem no fundo de um medo irracional de nao ser aceite por ele. E lá estava ele no local combinado, desportivamente vestido, perfumado, de sorriso aberto à sua espera. Seguiram ao seu destino, sem saberem bem que atalhos iriam tomar até chegarem lá, onde se perderiam nos braços um do outro. Pararam para tomar um chá. As mãos nervosas oscilavam entre o esticar o braço na tentativa de chegar ao outro, e o recolher entrelaçado dos braços. E foi aí que um pequeno gesto brejeiro descontrolou toda a situação, a perna dele encostou na dela, e ela na sua inocência de mulher, e no desejo de sentir o calor provindo dele, descalçou o sapato lentamente e subiu o pé perna acima, qual cobra enrolando-se nele, estimulando, provocando a catástrofe, desencadeado a eminente aproximação dos lábios que se engoliam há muito sem resistência, apesar da distância fisica. Irresistivelmente esqueceram o resto da multidão e selaram os lábios num beijo mais do que ansiado, mergulharam as língua num mar alto de descompostura, e sairam apressadamente para um novo destino. Seriam capazes de chegar lá, de se aguentarem?... eram, não... a urgência fazia-se sentir no engolir em seco, nas mãos que se enroscavam uma na outra, e pararam a meio do caminho, no meio das sobras da noite, os vidros embaciavam com o calor expelido dos corpos a cada olhar mais despidos. A língua dele devorava a dela, e ela o incentivava ainda mais, sugando-o para dentro da sua boca. Queria-o na urgência de se sentir tomada ali naquele instante, sem rodeios, sem demoras. A boca abandonada, suspirava por mais, ofegava ao sentir a língua descer-lhe pelo corpo nu, tomando-lhe os seios endurecidos, arrepiados. Um, depois o outro, aumentando o desejo de o sentir mais abaixo. E ele adivinhando, sentiu-lhe o cheiro a cio, permanecia entretido com os bicos dos seios, aumentando-lhe o tesão.... e lentamente foi descendo, deixando um rasto de saliva pelo caminho. Passou um dedo por cima do fino tecido do fio dental que ainda permanecia a ocultar o centro vulcânico que pretendia alcançar, sentiu-o húmido, arredou-o para um dos lados, e deslizou a língua até ao monte de Vénus, lambeu-o insistentemente apenas com a ponta da língua, circunscrevendo círculos cada vez mais alargados, de modo a descer pelas dobras molhadas dela, sentia-a a soltar-se em gemidos baixinhos, como quem se controla por dentro, numa ânsia incandescente. Tremiam-lhe as mãos, que lhe invadiam o cabelo, querendo-o sentir no mais fundo de si. Ele levantou a cabeça, olhou-a toda aberta, indefesa, de olhar suplicante, e preparava-se para lhe acabar com a agonia, afundou-se entre as suas coxas, e agora mais dentro, abocanhando-a vorazmente onde lhe tinha apenas tocado levemente com a ponta da língua. Sentia-a a escorrer, sentia-lhe o desespero na carne, a vontade de ser engolida, queria-o definitivamente dentro de si, violando-lhe as entranhas até à alma. E a língua acompanhada do dedo, entravam-lhe pela gruta dentro a um ritmo certo, quase asfixiante, sem lhe dar tempo de respirar, o ar fazia-a gemer mais alto, já não queria saber se o mundo iria saber que estava a ser consumida, queria ser violentada ali mesmo, queria que ele lhe desse o derradeiro golpe de misericórdia, porque se sentia gulosamente comida por aquela boca, que lhe lambia lábio por lábio, fazendo-a derreter-se em mel, que ele bebia com satisfação, lambendo, mordiscando, chupando-a sofregamente como se fosse acabar ali naquele instante. Estava em ponto de rebuçado, e quanto mais a ouvia gemer, mais tinha vontade de a tragar na sua boca, os dedos entravam-lhe pelas entranhas adentro, e a levavam a um dimensão transcendente. Sentia-a tremer-lhe nos dedos, sentia-a perder a força de resistência, sentia-a molhada, quente, vencida, banhada em suor, e desejava te-la só para si, senti-la por dentro, sentir-lhe o orgasmo no seu membro erecto, culminando no beijo ofegante e profundo, das línguas a devorarem-se...

6 comentários:

interludium disse...

E se foi assim, foi muito bom!....;/
Gostei.....do relato ;/

beij♥
continuação de um semana efervescente :)
GGT

Tomates Grelos disse...

Parece que te satisfizeste!!!

Lynce disse...

Adoro minete e fazê-las vir na ponta da minha língua...

Sil Maria disse...

Devolvo o desejo em relação à semana!
;)




beijocas
GGT

Sil Maria disse...

Tudo indica que sim...

Sil Maria disse...

Um dia destes ainda tiro isso a limpo....
eheheheheh
:)))